Saturday, September 30, 2006

Ponto de retorno "Eles voltaram, com o rumor da chuva aquecem as mãos. Aos lábios de pouca idade volta o sorriso extraviado. A verdade é que nunca soube o nome dessa flor que nalguns olhos abre logo de madrugada. Agora para saber é tarde. O que sei é que mesmo no sono há um rumor que não dorme, um jeito da luz pousar, um rasto de lágrima acesa. É sobre o meu corpo que chove" Eugénio de Andrade (in Branco no Branco) A vida continua fora daqui.

Thursday, September 28, 2006

No outro dia o meu pai disse-me que eu não era deste mundo, era de um outro, que ele tinha imaginado. (...) e ele tem razão. não sou mesmo. não serei nunca. (...) felizmente... Hoje à noite vai chover desmesuradamente e vai limpar tudo e amanhã já vou acordar com um sorriso grande grande e a valorizar as pessoas que me rodeiam, aquelas que eu sei, que eu amo muito, e as outras ponho-as todas num saco à porta de casa para quando o carro do lixo passar. (...)

Sunday, September 24, 2006

Do Poema O problema não é meter o mundo no poema; alimentá-lo de luz, planetas vegetação. Nem tão- pouco enriquecê-lo, ornamentá-lo com palavras delicadas, abertas ao amor e à morte, ao sol, ao vício, aos corpos nus dos amantes - o problema é torná-lo habitável, indispensável a quem seja mais pobre, a quem esteja mais só do que as palavras acompanhadas no poema. Casimiro de Brito

Saturday, September 23, 2006

Leituras em dia...

Sunday, September 17, 2006

Não tenho pousado por aqui, apenas isso. Não sei também qual será o futuro deste blog, da mesma maneira que não conheço completamente o meu. A vontade de cortar as amarras surge de vez em quando, mas vai passando, felizmente, é apenas isso, uma vontade, às vezes mais ou menos forte, outras mais ou menos decidida, mas nunca suficientemente pesada para se converter numa acção. E por isso continuo por aqui. Este espaço nasceu no dia 23 de Março do ano de 2004. Começou por ser um espaço partilhado, mas depressa se tornou suficientemente pessoal para o olhar como (m)eu. E assim pretende continuar, até ao fim.

Wednesday, September 06, 2006

The Windmills of your Mind (...) Keys that jingle in your pocket Words that jangle in your head Why did summer go so quickly? Was it something that you said? Lovers walk along a shore And leave their footprints in the sand Is the sound of distant drumming Just the fingers of your hand? Pictures hanging in a hallway And the fragment of a song Half-remembered names and faces But to whom do they belong? When you knew that it was over You were suddenly aware That the autumn leaves were turning To the colour of her hair Like a circle in a spiral Like a wheel within a wheel Never ending or beginning On an ever-spinning reel As the images unwind Like the circles that you find In the windmills of your mind (...) Um "pequeno-almoço" adiado que se devorou no início da semana. De resto, a semana fica marcada pelo nascimento do filho do Tiago, um "Repolhinho" lindo que faz o orgulho dos papás. Parabéns ao Tiago e à Ana e já me podem inscrever no clube das amigas babadas.

Tuesday, August 29, 2006

Rio Novo do Príncipe (em Cacia) Depois do projecto da FCT lacrado o relaxe ocupou o resto do dia de ontem. A tradição da apanha das amoras repetiu-se mais uma vez, com uma semana de atraso em relação ao ano passado, facto que se fez notar na quantidade e na qualidade das amoras. Contratempos à parte, o que importa é que trouxémos para casa um cesto bem cheio de amoras, que entretanto já deram lugar a um docinho para colorir as água-e-sal lá de casa. Desta vez tivémos a companhia do Romeu que, embora não tenha contribuído praticamente nada para a colecta dos frutos, sempre fez rir a malta com as suas histórias mirabolantes. Foi importante também para ele sair de casa e fazer uma coisa diferente, porque está a viver a separação dos pais de uma maneira muito pouco saudável. Enfim...